Caco Velho
Ary Barroso (1934)Reside no subúrbio do Encantado
Num barracão abandonado
João de Tal
Cabra falado
E dizem que viveu fora da lei
Foi ó um rei
Que zombava da morte
Tinha um santo forte
No meio de gente bamba
O seu prazer era tirar um samba
Pulava, dava rasteira
Topava briga de qualquer maneira
Mas hoje é um caco velho que não vale nada
Tem a cabeça branca a pele encarquilhada
Faz até pena ver o seu estado
A vida é essa
É um segundo que se esvai depressa
Todos nós temos o nosso momento
E depois cele o esquecimento