:: The articles in this series were originally published
:: in the online magazine Daniella Thompson on Brazil.


 

Praça Onze in Popular Song, Pt. 2

Destruction in the name of progress.

Daniella Thompson

17 June 2003


The future Avenida Presidente Vargas in 1940


and in 1944 (images courtesy of Alma Carioca)

The last carnaval in Praça Onze took place in 1942. Even before the parade, most of the square had come under the wrecker’s ball to make way for the 12-lane Avenida Presidente Vargas—a permanent scar on the face of Rio de Janeiro. In his book As Escolas de Samba do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral reports that at the beginning of 1942, all that was left of the square were the buildings on the external sides of ruas Senator Eusébio and Visconde de Itaúna, which were to front the new avenue. In the process, the city lost 525 buildings, including five churches, six banks, a market, and the Municipal Palace.

In preparation for the 1942 carnaval, the journalist A. Zul published in Jornal do Brasil a suggestion that the city pave the open area between Campo de Santana and Praça Onze that had not been appropriated for the avenue. His plea was ignored. The municipality ordered special decorations to be put up in the space formerly occupied by the square, alluding to its disappearance.

The Vargas regime expected citizens to fall in line and support progress. Layabouts and dissenters were not tolerated. Nevertheless, Assis Valente came out with the samba “Já que Está, Deixa Ficar,” which celebrates the malandro (equated with sambista) way of life: Since it’s there, let it be.

Despite lines like They say that samba talks in slang only because it praises the tasty cachaça. And Dame Medicine calls us lab rat., the samba managed to sneak through the censor’s paws, even though the feared Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) had inaugurated an anti-malandro campaign in 1940. The DIP number, 2-GN-60, is printed at the bottom of the record label


Image courtesy of Dijalma M. Candido

Já que Está, Deixa Ficar
(Assis Valente; 1941)

Está bom até demais
Já que está, deixa ficar
O meu pinho soluçou
Deixa o pinho soluçar
Minha nega requebrou
Deixa a nega requebrar
O meu barco navegou
Deixa o barco navegar

Salve Morro de Mangueira
Meu Salgueiro, Praça Onze
E também Vila Isabel
E também Vila Isabel
Salve lua prateada
Bonita namorada
de Sinhô e de Noel, não é?

Diz que o samba fala em gíria
Só porque faz propaganda
Do gostoso parati
Do gostoso parati
Mas a dona Medicina
Chama a gente de cobaia
Caso grave, abacaxi, não é?

Abandona este sereno
Pra você é um veneno
Deixa desse tereré
Deixa desse tereré
Já ouvi alguém dizer:
“Vai andar, Seu Vagolino,
pra criar calo no pé”, pois é.

Samba recorded by Anjos do Inferno (Léo Villar, Harry,
Moacyr, Alberto, Felippe, Aluisio) and released on
Columbia 55291-A in August 1941.


In late 1941, Herivelto Martins and Grande Otelo composed a samba that became not only a hit of the 1942 carnaval but the enduring hymn of Praça Onze. It inaugurated a chain of sambas about the square that would be recorded by Trio de Ouro (Dalva de Oliveira, Herivelto Martins & Nilo Chagas) during the 1940s, as well as rival song from other songwriters and performers.


Image courtesy of Dijalma M. Candido

Praça Onze
(Herivelto Martins/Grande Otelo; 1941)

Vão acabar com a Praça Onze
Não vai haver mais Escola de Samba,
Não vai
Chora o tamborim
Chora o morro inteiro
Favela, Salgueiro,
Mangueira, Estação Primeira
Guardai os vossos pandeiros, guardai
Porque a escola de samba não sai.

Adeus minha Praça Onze, adeus
Já sabemos que vais desaparecer
Leva contigo a nossa recordação
Mas ficarás eternamente em nosso coração
E algum dia nova Praça nós teremos
E o teu passado cantaremos.

Samba recorded by Trio de Ouro & Castro Barbosa with
Benedito Lacerda’s conjunto on 25 December 1941
and released on Columbia 55319-A in January 1942.



Geraldo Pereira

The success of “Praça Onze” couldn’t remain unchallenged. The great sambista Geraldo Pereira answered the call with a more optimistic samba. Praça Onze is gone, concede the lyrics, but we, the escolas de samba, have a place to play, so we won’t cry.

Singer Moreira da Silva is listed as co-author, although the book Um Certo Geraldo Pereira records him as swearing to having had nothing to do with its creation.

Voz do Morro
(Geraldo Pereira/Moreira da Silva; 1942)

Sabemos que já acabou a Praça Onze
E que as escolas de samba não saem
Mangueira, já participou à Portela
E esta retransmitiu para o Salgueiro e Favela
Preparem seus tamborins
A Praça Onze acabou
Mas nós temos onde brincar
Por isso não vamos chorar

Desce a Estação Primeira
Com seu conjunto de bamba
Portela e todas as escolas de samba
Mesmo sem a Praça todos hão de ver
Que as escolas não deixarão de descer
A Praça Onze acabou
Mas nós temos onde brincar
Por isso não vamos chorar.

Samba recorded by Moreira da Silva on 1 October 1942
and released on Odeon 12252-B in January 1943.



Image courtesy of Dijalma M. Candido

Not to be outdone, radio man Cristovão de Alencar and his songwriting partner Paulo Pinheiro jumped on the Praça Onze bandwagon with “A Nova Aurora Raiou,” striking another hopeful note for the future of samba. Yes, Praça Onze exists no more, the whole city was saddened, and even the tamborim cried. Yet the samba has to continue, and sambistas will begin a new life. The new dawn has risen, and joy has returned. This cheerful message was born by Ataulfo Alves and no doubt appealed to the censors at the Departamento de Imprensa e Propaganda. Note the DIP number on the label above the title in this disc and those that follow.

A Nova Aurora Raiou
(Cristóvão de Alencar/Paulo Pinheiro; 1942)

Não existe mais a Praça Onze
Toda a cidade entristeceu
A voz do cantor lá do morro morreu
Até o tamborim gemeu a chorar
Agora vida nova vamos começar
A praça acabou mas o samba precisa continuar

Alerta, tamborins de todas escolas
Pastoras, eu quero ouvir de novo o seu canto
A alegria voltou, a nova aurora raiou
Vamos o samba cantar
para a saudade nos deixar sossegar

Samba recorded by Ataulfo Alves and his Academia de Samba
on 29 December 1942 and released on Odeon 12261-B in February 1943.



Trio de Ouro (courtesy of peryribeiro.com)

Image courtesy of Dijalma M. Candido

Herivelto Martins himself couldn’t resist the temptation to fan the fire and produced another hit for the carnaval of 1943. “Laurindo” (borrowing a Noel Rosa character from “Triste Cuíca”) in turn pointed the way to several sambas by other composers that feature this fictitious personage without having anything to do with Praça Onze: “Lá Vem Mangueira”; “Cabo Laurindo”; “Comício em Mangueira”; and “Conversa, Laurindo!” (Herivelto would return to Laurindo the following year with the samba “Quem Vem Descendo” and in 1946 with “Às Três da Manhã.”) There was even a Laurinda.

The pirâmide in the last line alludes to the war effort. Brazil entered WWII in 1942, and the populace was called upon to donate objects, chiefly of metal or rubber, for reuse by the military. These were placed in large piles (‘pyramids’) in public places. In “Laurindo” we see the entire escola de samba leaving its drums on the ground in Praça Onze, helping the pyramid grow. Thus the loyalty to the lost cradle of samba is transformed into loyalty to the nation, a sentiment that was very much in line with the Vargas regime’s expectations.

Laurindo
(Herivelto Martins; 1942)

[grito] Não acabou a Praça Onze, não...

Laurindo sobe o morro gritando
Não acabou a Praça Onze, não acabou
Vamos esquentar nossos tamborins
Procura a porta-bandeira
E põe a turma em fileira
E marca ensaio pra quarta-feira

E quando a escola de samba chegou
Na Praça Onze não encontrou
Mais ninguém
Não sambou
Laurindo pega o apito
Apita a evolução
Mas toda a escola de samba
Largou a bateria no chão
E foi-se embora cantando
E daí a pirâmide foi aumentando, aumentando

Samba recorded by Trio de Ouro on 28 December 1942
and released on Odeon 12257-A in February 1943.



Grandjean de Montigny fountain

In 1942, Herivelto Martins also composed (with Cícero Nunes) the samba-choro “Amélia na Praça Onze,” a response to Ataulfo Alves’ hit “Ai, Que Saudades da Amélia.” The chafariz of the lyrics is the famous neoclassical fountain designed by Auguste Henry Victor Grandjean de Montigny. Praça Onze’s centerpiece since the mid-19th century, it was relocated in 1943 to Alto da Boa Vista and is one of Rio’s officially designated landmarks.

Amélia na Praça Onze
(Herivelto Martins/Cícero Nunes; 1942)

Eu encontrei Amélia, lá na Praça Onze,
Sentada, lamentando, lá no chafariz,
O carnaval findou-se, eu não fui pra casa,
Não vou porque não quero,
Não fui porque não quis,
Ele andou me procurando,
E conseguiu me encontrar,
E delicadamente, me pediu para voltar,
Eu gosto muito dele, mas existe outra Amélia,
Que mora em minha casa,
E passa fome em meu lugar.
Adeus, Praça Onze adeus,
Com os olhos rasos d'agua, ele cantava assim,
Já sabemos, que vais desaparecer,
Mas de ti, não havemos de esquecer,
Amélia tem um grande coração,
Canta samba, para não se aborrecer,
Acostumou-se aos reveses da vida,
Só não se acostumou,
Foi a passar sem comer!

Samba-choro recorded by Linda Batista on 27 February 1942
and released on Victor 34921-B in May 1942.


Image courtesy of Dijalma M. Candido

In the samba “Teléco-Téco,” Praça Onze has ceased to be a place and is remembered only as the famous song by the same name. The story is reminiscent of Ary Barroso’s “Camisa Amarela”: the husband has disappeared during carnaval, coming home following the festivities and asking forgiveness. The first recording was made by Isaura Garcia, with a later version by Aracy de Almeida, who had been the first to record “Camisa Amarela.”

Teléco-Téco
(Marino Pinto/Murilo Caldas; 1942)

Teleco-teco teco-teco teco-teco
Ele chegou de madrugada batendo tamborim
Teleco-teco teco teleco-teco
Cantando “Praça Onze”,
dizendo “foi pra mim”
Teleco-teco teco-teco teco-teco
Eu estava zangada e muito chorei
Passei a noite inteira acordada
E a minha bronquite assim comecei

“Você não se dá o respeito
Assim desse jeito, isso acaba mal
Voce é um homem casado
Não tem o direito de fazer carnaval”
Ele abaixou a cabeça, deu uma desculpa e eu protestei
Ele arranjou um jeitinho, me fez um carinho e eu perdoei

Samba recorded by Isaura Garcia & Conjunto de Benedito Lacerda
on 27 April 1942 and released on Columbia 55344-B in May 1942.



Image courtesy of Dijalma M. Candido

As Avenida Presidente Vargas was being constructed, the patriotic samba “Vem Surgindo a Avenida” came out, hewing very much to the official propaganda line. While the powerful drumming and the pastoras’ vocal backup come straight out of the terreiro, the lyrics offer a moral lesson Estado Novo–style: Praça Onze disappeared, but samba can be made anywhere. Our new avenue will be the pride of Brazil’s capital. The old square won’t be forgotten, but we will all be better off without the disreputability that emanated from there. The former batuqueiros of Praça Onze have abandoned their dissolute ways and are now productive workers.

Both songwriters were linked to Pixinguinha, who had strong ties to the Praça Onze of Tia Ciata and “Little Africa” fame. Gastão Vianna was the lyricist of “Yaô,” “Bengelê,” and several other distinctly African-flavored songs composed by Pixinguinha. Benedito Lacerda, Pixinguinha’s rival on the flute, would begin recording with the master in the mid-1940s. One can’t imagine Pixinguinha penning a paean to the Vargas regime.

Also interesting is the choice of singers. The sambista Ciro Monteiro is paired with the seresteiro Nelson Gonçalves, as if to suggest the povo’s universal approbation.

Vem Surgindo a Avenida
(Benedito Lacerda/Gastão Vianna; 1942)

Desapareceu a Praça Onze
Mas o samba se faz em qualquer local
Vem surgindo a Avenida Getúlio Vargas
Que será o orgulho desta linda capital
(Ôi que bom, que bom, que bom)


[Ciro:]
Eu não quero ser ingrato
Não esqueço a velha praça
Que já fez tanto mulato
Batuqueiro bom de raça


[Nelson:]
E foi lá que eu encontrei
Minha vida, o meu amor
A farra abandonei
Hoje sou trabalhador


[Nelson:]
Salve Rio de Janeiro
São Paulo, Belo Horizonte
Todo mundo é brasileiro
Água da mesma fonte


[Ciro:]
Eu sou filho desta terra
Que Jesus abençoou
Que nunca perdeu na guerra
Pela paz sempre lutou

Samba recorded by Ciro Monteiro & Nelson Gonçalves with Escola de Samba
on 14 December 1942 and released on Victor 80.0052-A in February 1943.


Image courtesy of Dijalma M. Candido

Avenida Presidente Vargas, then under construction (it would be inaugurated on 7 September 1944), would dwarf Rio’s previous main thoroughfare and carnaval parade route, Avenida Rio Branco (formerly called Avenida Central). The parade route of the escolas de samba in the carnaval of 1944 proceeded from Praça Onze to Avenida Rio Branco and then to Avenida Presidente Vargas. This gave Herivelto Martins and Grande Otelo yet another opportunity to mention the demolished square. In keeping with the times (Vargas’ dictatorship demanded approbation and encouraged praise), the lyrics pay lip service to progress (“E o progresso é natural”) even as they mourn the destruction of locales that were “Os nossos patrimônios da saudade.”

Bom Dia, Avenida
(Herivelto Martins/Grande Otelo; 1943)

Lá vem a nova avenida
Remodelando a cidade
Rompendo prédios e ruas
Os nossos patrimônios da saudade
É o progresso!
E o progresso é natural
Lá vem a nova avenida
Dizer à sua rival:
Bom dia Avenida Central!

A União das Escolas de Samba
Respeitosamente faz o seu apelo
Três e duzentos de selo
Requereu e quer saber
Se quem viu a Praça Onze acabar
Tem direito à Avenida
Em primeiro lugar
Nem que seja depois de inaugurar
Nem que seja depois de inaugurar!

Samba recorded by Trio de Ouro & Benedito Lacerda’s conjunto
on 23 November 1943 and released on Odeon 12406-B in January 1944.



Image courtesy of Dijalma M. Candido

Recorded the same day and released in the same month as “Bom Dia, Avenida,” “Quem Vem Descendo” was yet another Herivelto Martins samba dealing with Praça Onze in which the figure of Laurindo returns. The censor tolerated the lamentations of Laurindo and his group as they mourn for the defunct Praça Onze—probably because the musical tone is so upbeat. Once again, bronze is rhymed with Praça Onze, although here the bronze describes not a skin color but a trophy that Laurinso won for dancing samba in Praça Onze.

Quem Vem Descendo
(Herivelto Martins/Principe Pretinho; 1943)

Quem é que vem descendo o morro?
Lamentando, lamentando
Arrebanhando a gente
Que vem descendo cantando

Quem é que vem descendo o morro
É o Laurindo que vem sua turma guiando
Ôi, que vem sua turma guiando
Ôi, que vem sua turma guiando

A caravana do Laurindo
O lamento a gente ouvindo
Não pode calar
Há no seu canto a tristeza
De lendária beleza
Que o tempo guardou
Tristeza que vive num bronze
Que a sambar na Praça Onze,
Laurindo ganhou

Ôi que vem, que vem... que vem
Ôi que vem sua turma guiando
Nas cadeiras do morro, ôi quem vem
Ôi que vem sua turma guiando
Apitando e guiando, ôi quem vem
Ôi que vem sua turma guiando
Ôi que vem, que vem... que vem
Ôi que vem sua turma guiando
Ôi quem vem requebrando, ôi quem vem
Ôi que vem sua turma guiando
Ôi que vem, que vem... que vem...

Samba recorded by Trio de Ouro & Benedito Lacerda’s conjunto
on 23 November 1943 and released on Odeon 12404-B in January 1944.



Image courtesy of Dijalma M. Candido

Herivelto Martins and Grande Otelo kept mining the eternally golden veins of Praça Onze and Mangueira for Herivelto’s Trio de Ouro in the carnaval of 1944. In contrast with the submission affected in “Bom Dia, Avenida,” “Mangueira, Não!” is a vehicle for brandishing the banner of defiance. Here the destruction of the old city (including our square) is openly associated with the silencing of samba schools who had in Praça Onze their principal showcase. Francisco Alves injects pomp into his interpretations, reinforced by the full brass of the Carlos Machado orchestra. Note the inferior quality of the printing on wartime record labels.

Mangueira, Não!
(Herivelto Martins/Grande Otelo; 1943)

Acabaram com a Praça Onze
Demoliram praças e ruas, eu sei
Podem até acabar com o Estácio
O velho Estácio de Sá
Derrubem todos os morros
Derrubem meu barracão
Silenciar a Mangueira, não!

Mangueira foi um morro
Que nasceu sambando
Mangueira foi um morro
Que viveu cantando

y Mangueira nasceu...
Mangueira se fez...
Fala tamborim!
Fala bateria!

Ninguém há de dizer
Que Mangueira faleceu
Mangueira não morre!

Samba recorded by Francisco Alves and Trio de Ouro with
Carlos Machado & his orchestra and released in December 1943
on Odeon 12393-B.



Image courtesy of Dijalma M. Candido

O Samba Não Morre” could be interpreted as a song of defiance were it not so lighthearted. The lyrics dismiss not only the loss of Praça Onze but the transformation of Lapa. With some license they even suggest that favelas had disappeared. This bit of wishful thinking may have appealed to the Vargas regime, but in hindsight it is not only laughable but painful.

But the song goes further, suggesting that even romance, moonlight, and guitars could cease to exist without vanquishing samba. If only life were this simple.

O Samba Não Morre
(Marino Pinto/Arlindo Marques Jr.; 1944)

Eu vi a Favela desaparecer
Eu vi a Lapa se transformar
Eu vi morrer a Praça Onze
Eu vi tudo isto sem reclamar
Mas felizmente ficou o samba
E com o samba ninguém pode acabar
Pois nele existe uma lembrança singela
Da Praça Onze, da Lapa e da Favela

Não é preciso haver Salgueiro
Nem Estácio de Sá
Mangueira pode emudecer
Vila Isabel pode acabar
Pode acabar o romance, o luar e o violão
Tudo pode acontecer, menos o samba morrer

Samba recorded by Quatro Ases e Um Coringa
on 11 May 1944 and released on Odeon 12459-B in July 1944.



Detail from an RCA Victor Carnaval label

Ary Monteiro, Arnaldo Passos, and Newton Teixeira were shameless imitators. Is there a single original idea in “Laurinda”? The name is borrowed, as is the great sorrow at the demise of Praca Onze and the conviction that samba will survive. But unlike “O Samba Não Morre,” which dispenses with moonlight and guitars, “Laurinda” tells us that as long as there are moonlight and pandeiro, samba will live on.

A nice touch is the final couplet: Our pride and vanity died, but not the samba that Laurindo described.


Image courtesy of Dijalma M. Candido

Laurinda
(Ary Monteiro/Arnaldo Passos/Newton Teixeira; 1944)

Ai, na luz do seu olhar
Uma saudade infinda
Laurinda... Laurinda
Depois que a Praça Onze se acabou
Você nunca mais sambou
E até entristeceu

Laurinda!... Laurinda!
O samba ainda não morreu

Enquanto existir pandeiro e luar
O samba não pode se acabar
Morre o nosso orgulho, nossa vaidade
Só não morre o samba que Laurindo descreveu

Laurinda!... Laurinda!
O samba ainda não morreu

Samba recorded by Carlos Galhardo & orchestra on 31 October 1944
and released on RCA Victor 80.0245-A in January 1945.



Image courtesy of Dijalma M. Candido

The opening of Avenida Presidente Vargas inspired the samba “Há Mais Espaço,” rejoicing that there was now more room for the sambistas from the favelas to parade in the carnaval and threfore there are no reasons left for complaints. This tunnel-visioned (if not callous) song had no trouble passing through the DIP censorship.

Há Mais Espaço
(Ary Monteiro/Arnaldo Passos/Gil Lima; 1944)

E a turma do morro sambou!
E a turma do morro sambou!

Agora sim já podemos brincar à vontade
Liberdade... isso mesmo é que eu queria
Já não devemos lamentar a Praça Onze
Já não existem mais razões pra reclamar
Há mais espaço pra turma do morro sambar
Há mais espaço pra turma do morro sambar

Da Candelária à Praça Onze
O samba do morro esse ano vai imperar
Ficou pronta a avenida
Agora podemos brincar
Há mais espaço pra turma do morro sambar

Samba recorded by Carlos Galhardo & regional on 14 December
1944 and released on RCA Victor 80.0253-A in March 1945.

= = =

My thanks go to the collector Dijalma M. Candido, who contributed recordings, label images, and lyrics.

 


Copyright © 2003–2013 Daniella Thompson. All rights reserved.