:: The articles in this series were originally published
:: in the online magazine Daniella Thompson on Brazil.


 

Praça Onze in Popular Song, Pt. 3

Kissing up to generals continues
in the post-war years.

Daniella Thompson

26 June 2003


General Eurico Gaspar Dutra

The Estado Novo came to an end when the armed forces deposed Getúlio Vargas on 29 October 1945. Two months later, general Eurico Gaspar Dutra (1883–1974) won the presidential elections.

After more than a decade of being denied an official parade in the main carnaval venue, Avenida Rio Branco (Praça Onze was a double ghetto—for blacks and Jews alike), the major samba schools began parading in Avenida Presidente Vargas and environs during the carnaval of 1946.

The open space that used to be Praça Onze became the parade route for samba schools of the second and third groups. In 1947, S.E.R.E.S. Unidos do Cabuçu, formed in 1945 from the union of two blocos, made its first official parade in Praça Onze with the enredo “Compositor Desprezado” by Babaú.

Herivelto Martins continued to hit pay dirt with the Laurindo and Praça Onze themes. In “Desperta, Dodô!” we learn that Laurindo, the escola de samba’s diretor de harmonia who had shouted Não acabou a Praça Onze, não in 1942, is gone. It’s time to find him a successor, hence the cry for Dodô to wake up and take charge of the bateria: We must make a good carnaval so the people will know who we are. When one sambista dies, another will come to take his place.


Trio de Ouro

Image courtesy of Dijalma M. Candido

Desperta, Dodô!
(Herivelto Martins/Heitor dos Prazeres; 1945)

Não acabou a Praça Onze, não...
Não acabou a Praça Onze, não...


[shout]
Desperta, Dodô!
Assume o comando que o Laurindo num vortô...
Desperta Dodô!

Ajeita a pancadaria,
Dodô mestre de harmonia
Que eu já mandei reunir o pessoal
Procura o pau da bandeira
Amarra na cumieira
Se não achar o estandarte, não faz mal

Dodô, eu quero alegria
Vai ter ensaio de noite e de dia

Precisamos fazer um bom carnaval
para o povo saber quem nós somos, afinal
Morre um sambista, outro virá para o substituir
Laurindo... pusemos outro em seu lugar
A nossa escola tem um luto para guardar
e um herói para festejar


[shout]
Um minuto de silêncio...

Ajeita a pancadaria,
Dodô mestre de harmonia
Que eu já mandei reunir o pessoal
Procura o pau da bandeira
Amarra na cumieira
Se não achar o estandarte, não faz mal

Dodô, eu quero alegria
Vai ter ensaio de noite e de dia
Vai ter!... ensaio de noite e de dia...

Salve a Mangueira...

Samba recorded by Trio de Ouro on 2 October 1945 and
released on Odeon 12644-B in November 1945.


For the post-war carnavals of 1946 and 1947, Herivelto Martins unleashed a new pair of sambas about Praça Onze. Both display the patriotic sentiment demanded by the government. “Obrigado, Excelência!” pays tribute to the sambistas who fell in WWII and pleads with Gaspar Dutra to allow the escolas de samba to parade in Praça Onze in the name of tradition (“Nonô of Estácio, Sinhô and even Noel”). Despite the brown nosing, this samba has an authentic feel.

The lyrics of “Obrigado, Excelência!” mention a commemorative bust that had been planned but ended up not being erected. Jonas Vieira, co-auther of Herivelto Martins: Uma Escola de Samba (Rio de Janeiro: Ensaio Editora, 1992), informs me that the intended statue would have borne the likeness of Pedro Ernesto, the mayor who first authorized the official carnaval parades in Praça Onze and municipal subsidies for the samba competition. With the passing of the years, the tribute to Pedro Ernesto was forgotten. In the Terreirão do Samba that replaced Praça Onze, a statue was eventually erected in honor of Zumbi (1655–1695), the last leader of the Quilombo of Palmares.


Image courtesy of Dijalma M. Candido

Obrigado, Excelência! [Matinada]
(Herivelto Martins; 1946)

Ô esquindô, esquindô...
Ô esquindô, esquindô...

[Herivelto Martins, speaking:]
A União das Escolas de Samba faz aqui a sua homenagem póstuma a um sambista que perdeu a vida em serviço. E é em nome dele que viemo fazê o seguinte apelo.

Muito gratos ficaremos
Se Vossa Excelência deixar
As nossas escolas de samba
Na Praça Onze voltarem a sambar
Já que o busto não vão erigir
Deixa a gente se divertir
(Obrigado, Excelência!)

Não há melhor lugar
Para Escola desfilar
Porque lá desfilaram
Tantos vultos do passado
Nonô do Estácio, Sinhô
E até Noel
E muitos outros que estão no reino do céu

Matinada...
Matinada... (Obrigado, Excelência!)
Matinada...
Matinada... (Obrigado, Excelência!)

Samba recorded by Trio de Ouro and released on
Odeon 12661-A in January 1946.

The plea of “Obrigado, Excelência!” was answered, and the following year “Obrigado, General” warmly thanked Gaspar Dutra for ‘resurrecting’ Praça Onze, i.e., allowing the samba to continue there. Given that the samba schools always strove for the legitimacy conferred by a parade in the main avenues, the motive for “Obrigado, General” appears flimsy at best.

One can only assume that Herivelto was looking for yet another hit from the same oft-mined vein. In “Obrigado, General” he’s picking up where he left off in “Laurindo” (1942), referring to the pirâmide that closed that samba (see part 2 of this series).

In Herivelto Martins: Uma Escola de Samba, Jonas Vieira and Natalício Norberto write:

The so-called “war effort” decreed by the government included other forms of mass participation in order to help the country and the Allied armed forces in the struggle against the common enemy, Nazism-Fascism, the most notorious [participation] being the donation of materials and objects destined for the military campaign.

The material donated by the populace was placed in the streets and squares to be collected by volunteers and government employees. In some places it became so voluminous that people called the piles of aluminium cans, old tires, newspapers, and other varied materials “pyramids.”


Image courtesy of Dijalma M. Candido

Obrigado, General
(Benedito Lacerda/Herivelto Martins; 1946)

O morro inteiro sabia
Que a Praça Onze voltava
Voltou, está aí pra quem quiser sambar
Sambar até cansar
Já se ouve o som do tamborim
Anunciando que vai haver carnaval
A cidade agradece
Obrigado, General!

Não há mais pirâmide na Praça Onze, não
Há samba, há samba... providência de Deus
E quem já chorou a sua destruição
Agora festeja a ressurreição

O morro inteiro sabia
Que a Praça Onze voltava
Voltou, está aí pra quem quiser sambar
Sambar até cansar
Já se ouve o som do tamborim
Anunciando que vai haver carnaval
A cidade agradece
Obrigado, General!

Obrigado, General
Tamborim de continência
Obrigado, General
Ôi, a cuíca tá roncando
Obrigado, General
Olha o ritmo saudando
Obrigado, General
Tamborim de continência
Obrigado, General

Samba recorded by Trio de Ouro with Benedito Lacerda’s conjunto
on 11 October 1946 and released on Odeon 12.741-A in November 1946.

= = =

My thanks to Dijalma M. Candido for the lyrics and label images and to Carlos Didier for the quotation from Herivelto Martins: Uma Escola de Samba.

 


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