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Praça Onze in Popular Song, Pt. 6

Copycats of the Seventies.

Daniella Thompson

8 July 2003

Having won the 1965 carnaval with “História do Carnaval Carioca,” G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro got more specific in 1970 with the enredo “Praça Onze, Carioca da Gema.” The samba paints a turn-of-the-century picture, recalling parties, serestas, and the square’s most illustrious personage, the Baiana Tia Ciata—Little Africa’s community leader and supreme pagode hostess, whose house was enshrined in the historic annals as birthplace of “Pelo Telefone,” the first recorded samba.

Salgueiro won second place with this samba, and nine years later it was recorded by the distinguished singer Roberto Silva on the LP A Personalidade do Samba. In the intervening years, a puzzling discrepancy arose in the spelling and order of the authors’ names. According to Salgueiro’s website, the composers are Miro, Silvio, Duduca, and Omildo Souza Bastos. Roberto Silva’s album lists them as Silvio de Oliveira, Miro Silva, Eduardo (presumably Duduca) de Oliveira, and Onildo Neves. Finally, the websites O Batuque and Academia do Samba credit Duduca and Romildo Souza Bastos. So what is it to be? Omildo Souza Bastos, Onildo Neves, or Romildo Souza Bastos?

Praça Onze, Carioca da Gema
(Miro Silva/Silvio de Oliveira/Eduardo “Duduca”
de Oliveira/Omildo Souza Bastos; 1970)

És carioca da gema,
Digna de um poema,
Ó Praça Onze,
Eterna capital
Do nosso samba brasileiro,
Tradição do carnaval.
Nas madrugadas em festas,
Boêmios esqueciam serestas
Para compor com um grupo de batuqueiros
Iluminados pela luz de candeeiros.
Tia Ciata,
Que era bamba pra valer,
Não desprezava um pagode
Antes do dia amanhecer.

Oi, abre a roda, meninada,
Que o samba virou batucada.
Pau pau-pereira
Pau pereira ingratidão
Todo pau o vento leva
Só o pau-pereira não

G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro’s samba-enredo, second-place winner in 1965. Recorded by Roberto Silva in 1979 on A Personalidade do Samba (Copacabana COMLP 25054).

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Another escola de samba that picked a Praça Onze enredo in 1970 was Tupy de Brás de Pina. They won third place in Grupo 2 with “Praça XI, Berço do Samba.” If you happen to have the lyrics, please send them to me, and you’ll receive an acknowledgment in these pages.

Also missing are the lyrics of “Adeus, Praça Onze, Adeus,” the samba-enredo of G.R.E.S. Caprichosos de Pilares in 1974. They reached third place in Grupo 3.


“Baile Popular” by Di Cavalcanti

Two years later, G.R.E.S. União da Ilha do Governador paraded with the picturesque enredo “Poems of Masks and Dreams,” awakening images of carnavals gone by with their confetti, paper ribbons, and the traditional Commedia dell’Arte costumes of Colombina, Pierrot, and Harlequin.

Poemas de Máscaras e Sonhos
(Da Vala/L. Barbicha/Wilson Jangada/Dito e Mestrinho; 1976)

Delira a Praça Onze de encanto
Com o mesmo quê de quebranto
Em fascinação, feitiço e magia
Ela que foi berço de bamba
Santuário do samba
Das escolas e folia
A União com seu lirismo
Deleitada em romantismo Vem acrescentar
Poemas de máscaras e sonhos
Para a velha praça engalanar Em qualquer terra
O sonho fascina
[bis]
Na roda do tempo
O amor de colombina
(Como é lindo...)
Como é lindo e divinal
O colorido de confete e serpentina
E o desejo ardente de arlequim
Por amar a linda colombina
Oh! Mulher fascinação
Dos cabelos cor de Sol
És a luz, minha vida, o arrebol
Pierrot, eu te amo e te quero
Te adoro e venero, coração do meu peito
Pierrot abraçado a guitarra
Sufoca o sonho do amor desfeito
Crava, crava, crava as garras
No meu peito em dor
[bis]
Diz o poeta, no seu desamor
(Mas delira...)

G.R.E.S. União da Ilha do Governador’s samba-enredo in 1976.

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In 1977, G.R.E.S Mocidade Independente de Padre Miguel did essentially the same thing, this time recounting the development of samba, beginning with “Donga who began everything with a beautiful samba [...] in Tia Ciata’s house.” Never mind that Tia Ciata and the other participants in the making of “Pelo Telefone” (João da Mata, mestre Germano, Hilário Jovino, and Sinhô) repudiated Donga for his appropriation of their collective creation and even composed an answer that was performed in public on Avenida Rio Branco:

Pelo telefone
A minha boa gente
Mandou me avisar
Que o meu bom arranjo
Era oferecido
Para se cantar.

Ai, ai, ai
Leva a mão na consciência, meu bem.
Ai, ai, ai
Mas pra que tanta presença, meu bem?
[...]

See the rest of the lyrics and read the entire story here.

As everyone knows, Donga made “Pelo Telefone” his own by registering it in his name at the Biblioteca Nacional. Thus he is a suitable flag-bearer for Mocidade’s enredo, which proclaims samba to be the registered mark of Brazil.

Samba, Marca Registrada do Brasil
(Dico da Viola/Jurandir Pacheco, 1977)

Através dos tempos
Que o nosso samba despontou
Trazido pelos africanos
Em nosso país se alastrou
Foi Donga que tudo começou
Com um lindo samba
[bis]
(Pelo telefone) se comunicou
E, no limiar do samba
Que beleza, que fascinação
Na casa da Tia Ciata
Oh, como o samba era bom!
[bis]
Dança o batuque
Ao som da viola
Cai no fandango
Dá umbigada
[bis]
Na dança de roda
Grandes sambistas
Mostraram o seu valor
Ismael Silva, Carmem Miranda
Noel e Sinhô
Mas surgiram
As Escolas de Samba
O ponto alto do nosso carnaval
E o nosso samba evoluiu
E se tornou marca registrada do Brasil

G.R.E.S. Mocidade Independente de Padre Miguel’s samba-enredo in 1977.



“Boy Playing Marbles” by Luis Arenal

In a sea of sambas-enredo, one tune devoted to Praça Onze had nothing to do with the carnaval. “Praça Onze Onde Nasci” is a sentimental song recalling a childhood of playing marbles and flying kites in the old neighborhood. The tone is cloyingly unctuous, the rhyming mediocre at best, and the interpretation by Afonso Maia predictably schmaltzy.

Praça Onze Onde Nasci
(Jayme Bochner; 1979)

Quem nasce no samba
É gente bamba
Tem que sambar
Praça Onze querida
Da boemia, és o meu lar
Nasci, me criei
Bola de gude joguei
E pipa soltei
Praça Onze querida
És minha vida
És meu lugar
Praça Onze querida
Na batucada quero sambar

Praça Onze, Praça Onze
O teu nome vou enaltecer
Praça Onze, Praça Onze
Recordar é viver
Praça Onze, Praça Onze
O teu encanto nunca vai morrer
Praça Onze, Praça Onze
Me orgulho de você

Recorded by Afonso Maia on the album Afonso Maia Gente Boa (CID 4072; 1979). “Praça Onze Onde Nasci” lyrics courtesy of Roberto Lapiccirella.

 


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