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:: in the online magazine Daniella Thompson on Brazil.


 

Zé Espinguela revealed

In her downloadable monograph
Villa-Lobos, Sôdade do Cordão,
Ermelinda A. Paz sheds new light
on a little-known episode
of the Rio carnaval.

Daniella Thompson

28 March 2002


Villa-Lobos examining Sôdade do Cordão masks

Dean Frey, webmaster of the Heitor Villa-Lobos Website, alerted me to Prof. Ermelinda A. Paz’s monograph. It took me back a few years to the time I was researching Stalking Stokowski and finding precious little information about Zé Espinguela, a key figure in the history of samba. The only photo of him I’d ever managed to find was a fuzzy head shot in which he looked like a shrunken mummy’s skull.

Espinguela, whose real name was José Gomes da Costa, was one of the founders of G.R.E.S. Estação Primeira de Mangueira, as well as of the Bloco dos Arengueiros that preceded it. The very first samba school competition was held at his house in 1929; he was the sole judge. In 1940 he participated in the famous recordings of Native Brazilian Music supervised by Leopold Stokowski on board the S.S. Uruguay.

A macumbeiro also known as Pai Alufá and Zé Spinelli, he hosted pagodes that were a magnet for musicians, including Villa-Lobos. Here’s Prof. Paz’s capsule portrait of him:

O Spinelli nasceu em 1901 e morreu com 42 anos. Foi um dos fundadores da Mangueira, onde conheceu o maestro, como afirma Dona Zica. Mas morava mesmo no Irajá, numa rua de terra, sem água, luz ou asfalto, situada na Travessa Violeta nº 29, hoje Rua Barão de Jaguaribe nº 52. Sua casa era muito animada e lá compareciam vários músicos: Cartola, Paulo da Portela, Ary Barroso, Ismael Silva, Nelson Cavaquinho, Carlos Cachaça. Villa-Lobos passou a freqüentá-la com a esposa. Ali se faziam reuniões de música e, terminada a função, começava o pagode.

Villa-Lobos was a carnaval enthusiast who longed to revive the tradition of the cordão. Cordões were old carnaval manifestations that had died out in 1911, giving way to the ranchos. In 1940, the composer fulfilled his dream when Sôdade do Cordão paraded at the Feira de Amostras in Rio. The person who brought it about was Espinguela:

Em relação às comemorações de Momo, de outra vez o grande músico teve uma idéia de gênio: fazer ressurgir, em 1940, um verdadeiro cordão, na maior fidelidade possível, tal como ele existira no início deste século. Queria-o como antes haviam sido o Terror das Chamas, o Pavor dos Inocentes do Morro do Pinto, o Prazer da Pedra Encantada e tantos outros. Precisava de uma assessoria adequada ao empreendimento. Por isso foi buscar a cooperação de vários integrantes de velhos cordões, dentre eles o famoso José Gomes da Costa, também conhecido como Pai Alufá, Zé Spinelli ou Zé Espinguela, autor da marcha de cordão "Brasil", do Sôdade do Cordão. Aliás, foi ele quem iniciou os preparativos para aquilo que veio a se chamar o Sôdade do Cordão.

Espinguela organized the personnel, composed the theme march for the parade, and rehearsed the cordão at his house. The monograph reproduces a number of photos from those rehearsals, which Prof. Paz obtained from Espinguela’s sons, who paraded with Sôdade do Cordão, as did the entire family:

Os ensaios também eram realizados ali, sempre aos domingos, das 16 às 20 horas. Toda a família de Spinelli saiu no Sôdade do Cordão. Ele próprio, caracterizado de índio Tuchau, desfilava com um lagarto vivo. Seu filho Wilson junto com a mãe, na ala dos velhos. O filho Crispim de morcego branco.

Parading with the cordão’s bateria were two notable mangueirenses: Cartola, who played cavaquinho, and Aluísio Dias, playing guitar. By all accounts, Sôdade do Cordão furnished the high point of the 1940 carnaval, but this was the only year in which it paraded. In a few years’ time, Zé Espinguela would be dead at the age of 42.

There’s a great deal more in this thoroughly researched 100-page monograph, which may be downloaded as a PDF/Adobe Acrobat file.

Even if you can’t read Portuguese, the pictures alone are worth the 11-minute (at 56 kbps) download.



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